sexta-feira, 14 de maio de 2021

ALIMENTAÇÃO INTERFERE NOS ESTUDOS?

 

Variedade de nutrientes presentes na dieta do estudante ajuda na concentração e memória. Logo, alimentação pode sim interferir nos estudos.

A rotina de estudos para o Vestibular e Enem exige atenção a detalhes para além da revisão do conteúdo e da resolução de exercícios. Entre os principais fatores do dia a dia de um estudante está o cuidado com a alimentação.

Os alimentos podem fazer bem ou mal para o estudante, e isso depende da quantidade ingerida, do tempo de consumo e do hábito alimentar de cada um. Para aproveitar os benefícios de algumas frutas, por exemplo, é preciso consumi-las com frequência, já que comer apenas uma vez não fará nenhum milagre para a concentração ou a memória.

Em seu cotidiano, o estudante costuma ter pausas para as refeições e lanches rápidos. Montar um plano de estudos faz com que não haja excesso ou falta de alimentação durante o dia.

Use o alimento a seu favor

Os alimentos possuem diferentes tipos de substâncias e nutrientes. É importante identificar qual tipo de comida ajuda o estudante e usar isso a seu favor durante os estudos.

Fornecedores de energia: banana, abacate, mel, cereais e alguns carboidratos fornecem energia para que o estudante se sinta mais disposto. O consumo vale tanto para o dia a dia quanto para o momento das provas. Banana está entre os alimentos que fornecem energia e dão saciedade.

Estimuladores da memória: o ômega 3 é o grande amigo da memória. A substância pode ser encontrada em peixes, castanhas e linhaça, por exemplo. O consumo prolongado do morango também auxilia na memorização, mas poucas pessoas se atentam à fruta como aliada.

Aliados da concentração: energéticos naturais são uma melhor opção em relação aos industrializados. Chás (principalmente chá-verde e de canela) servem como estimulantes e deixam o estudante mais concentrado. O uso moderado de café (de preferência sem açúcar) também ajuda os alunos. Outro aliado é o chocolate 70% cacau, que é saboroso e saudável, além de conter cafeína em sua composição.

Potencializadores do relaxamento e do prazer: chocolate com grande concentração de cacau, banana, alimentos com grão-de-bico na composição e castanhas atuam na liberação de serotonina, melhorando o humor e o bem-estar, diminuindo a ansiedade e relaxando o estudante.

Alimentos vilões

Assim como há alimentos que ajudam na concentração, no bem-estar e na memória, alguns fazem o efeito contrário.

 

Alimentos ricos em açúcares, gordura e conservantes podem aumentar o cansaço do estudante e diminuir a concentração, além de causar o efeito rebote, aumentando a sonolência.

Estão entre os alimentos e bebidas não recomendados:

► Fast-food

► Frituras em geral

► Produtos industrializados (ricos em conservantes e sódio)

► Refrigerantes

► Embutidos (salsicha, salame)

► Bebidas alcoólicas

Embutidos não são recomendados porque contêm grande quantidade de conservantes e sódio em sua composição.

Cuidado com os energéticos encontrados no mercado. Apesar do efeito rápido que o produto desempenha, dando a sensação de energia e concentração, a queda da disposição também é rápida e a tendência é uma sonolência maior ainda. Outro ponto importante é a grande quantidade de açúcar presente nos energéticos.

O que comer em dia de prova?

Se a alimentação já requer cuidado ao longo do ano, nos dias de prova a atenção deve ser redobrada.

A ansiedade por si só já aumenta a atividade intestinal. Por isso, os estudantes devem tomar cuidado com a alimentação, a fim de que a comida não sirva como gatilho para um problema gastrointestinal. Alguns alimentos naturalmente aumentam a produção de gases, então é melhor evitá-los: repolho, feijão e couve. Há, ainda, frutas com efeito laxativo, como o mamão.

Outro aspecto a ser observado é o horário da prova. Se for de manhã, o estudante pode tomar um café reforçado com frutas, pães integrais e cereais, por exemplo. Caso seja à tarde, existe a possibilidade de um almoço leve que contenha proteína, ferro e carboidrato, entre outros.

Se você é uma pessoa ansiosa e acha que não comer é melhor, repense. Ficar sem comer por um longo período pode resultar em queda de glicose, fazendo você passar mal. Então, leve para a prova alimentos como castanhas, chocolate 70% cacau, barras de cereais, frutas (banana, maçã, uva, morango) ou sanduíche natural que não exija refrigeração.

Fique hidratado

Hidratação é fundamental para um bom funcionamento do organismo. Se possível, leve sucos, chás e água para se hidratar durante as provas.

 

Evite bebidas com muito açúcar, como o refrigerante, já que a agitação é momentânea e, depois do pico, o estudante fica mais cansado. Além disso, líquidos gaseificados aumentam o desconforto abdominal por conta da formação de gases.

CAMPOS, Lorraine Vilela. "Alimentação interfere nos estudos?"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/dicas-de-estudo/alimentacao-interfere-nos-estudos.htm>. Acesso em 07 de abril de 2019.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

AUTO ESTIMA E RENDIMENTO ESCOLAR

 

                “Não nasci para estudar”. “Está vendo? Fui mal novamente; eu falei que não iria conseguir”...

              Estas e outras frases são comumente faladas por vários alunos que vivem uma vida escolar de baixa qualidade, com baixo desempenho, indo de mal a pior... A boa notícia é que a compreensão deste processo poderá ajudar em muito para mudar essa estória de fracassos.

              A autoestima é a avaliação que uma pessoa tem a respeito de si mesma. Ela é formada a partir do lar e está diretamente ligada a forma de tratamento que recebe de seus pais e familiares. Por exemplo, quando uma criança ouve frequentemente que é inteligente, que tem capacidade, que pode conseguir vencer as dificuldades, ela recebe uma motivação que irá lhe ajudar a mobilizar suas capacidades, agindo com mais empenho e tendo chances muito maiores de vencer de fato. O contrário, infelizmente, também é verdadeiro. Ao ouvir que  não conseguirá, a criança é rotulada negativamente e, acreditando nessa frase, deixará de tentar e logo desistirá, fracassando.

              Ao longo de nossa vida, esse sentimento positivo ou negativo seguirá sendo reforçado de acordo com nossas experiências e, principalmente, de acordo com nossa atitude diante dos desafios. É por isso que alguém disse: “Se você acha que tem condições, você está certo; se acha que não tem condições, também está certo”. Conhecemos esse fenômeno também pelo nome de “profecia autorealizadora”: o que falei a respeito de mim mesmo acabou se cumprindo.

              Dessa forma, o círculo vicioso do desempenho escolar é: o aluno acredita que não consegue aprender uma determinada matéria – assim sendo, desiste do seu estudo – vai mal na prova – isso reforça ainda mais a ideia de que ele não consegue aprender aquela matéria.

              O que fazer, então?  Quebrar esse círculo vicioso. Mudar a atitude mental, a ideia: “consegue sim”. Oferecer ajuda e apoio. Palavras de incentivo. De alguma forma, mostrar que aquela matéria não é na verdade aquele “bicho-papão”. Desenvolver treinamento adequado. A partir daí, os bons resultados passarão a convencer o aluno que de fato ele tem sim condições de vencer. Começa aí o círculo virtuoso: acreditando que é capaz, o aluno se empenha e consegue; conseguindo, o aluno confirma que é capaz e sua autoestima aumenta ainda mais.

              Portanto, pense bem nisso. Ter um bom desempenho escolar não é somente para os “gênios”. Pare e perceba melhor o seu valor, o seu talento.

              E é isto mesmo que desejo: Muito sucesso nos seus estudos!

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              Grande abraço!

sexta-feira, 19 de março de 2021

DIGA “NÃO” AO ACÚMULO DE MATÉRIA

 

Dia da prova chegando, matéria mal entendida, mal assimilada, dúvidas...ansiedade, pouco tempo para estudar tudo, matéria acumulada!

Esse é um drama comum na vida de muitos alunos. Felizmente, esse mal pode ser combatido, com determinação e desenvolvimento de hábitos favoráveis.

Estudiosos afirmam que nosso cérebro assimila muito melhor qualquer aprendizagem que seja desenvolvida por etapas, aos poucos, um pouquinho cada dia... Isto equivale àquele ditado: “matéria dada, matéria estudada”. Então é muito importante que façamos no mesmo dia a revisão daquelas matérias que foram trabalhadas na escola; não é à toa que os professores passam as tarefas de casa: elas visam o trabalho de fixação da aprendizagem, aprofundamento do estudo e tirada de dúvidas. Lembre-se: só fica forte quem treinar...e muito! (isto vale para a academia, para o videogame e também para as matérias escolares). Afinal de contas, o tempo que passamos na escola é apenas um primeiro contato com a matéria; ali, a aprendizagem apenas começou, precisa continuar em casa.

Estudos dizem ainda que o que revisamos em casa no mesmo dia permite que nosso cérebro não “delete” aqueles novos conhecimentos...se se passarem mais de 24 horas sem contato com o assunto, nossa mente se encarregará de esquecê-lo, abrindo espaço para outros assuntos (e isto não é nada bom para o nosso desempenho escolar).

Quando estudamos de forma organizada, temos tempo suficiente para assimilar muito melhor; podemos desenvolver resumos bem elaborados, mapas mentais, resolver listas de exercícios, tirar dúvidas...e o grande resultado é que nas vésperas das provas precisaremos apenas fazer uma breve revisão daquilo que já foi estudado...e bem estudado!

O contrário disso tudo é deixar acumular a matéria. Primeiro: nossa mente não aceita receber muita informação de uma vez só, cansamos muito rapidamente, não dá tempo para “digerir” a matéria, a assimilação é muito menor. Além disso, vêm a ansiedade, o nervosismo que nos atrapalham ainda mais...Isso reforça um sentimento de incompetência, diminuindo a autoestima e alimentado esse círculo vicioso...resultado: tragédia total!

Conhecemos no nosso dia-a-dia os dois tipos de alunos: de um lado, os organizados, que estudam regularmente e chegam nas provas bem preparados e tranquilos...de outro lados, aqueles que deixam tudo para a última hora, chegando nas provas ansiosos, estressados, muitas vezes apavorados...

E você, está em qual lado? Se você se identificou no último grupo, que tal mudar de postura a partir de hoje? E como resultado, passar a ter uma vida escolar muito mais vitoriosa? Este é o meu desejo...

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Grande abraço!


sexta-feira, 12 de março de 2021

ENSINO HÍBRIDO: ENTENDA OS CONCEITOS E OS DESAFIOS PARA IMPLANTAÇÃO

 

           Num contexto de intensificação da pandemia de Covid-19 e em que a plena retomada das aulas presenciais não se coloca no horizonte, o ensino híbrido ganha força como alternativa para possibilitar a continuidade da aprendizagem dos estudantes. Embora se fale muito sobre essa abordagem, há uma série de confusões conceituais em torno dela.

O conceito de ensino híbrido

É uma abordagem pedagógica que envolve momentos/atividades presenciais e a distância. As atividades devem ser complementares, de modo a favorecer o desenvolvimento do estudante, a personalização da aprendizagem e a promoção de sua autonomia. O ideal é que as atividades a distância sejam online, mas não é obrigatório que seja assim.

“No ensino híbrido, o conteúdo presencial precisa estar alinhado ao conteúdo remoto, online de preferência.  Dentro desse contexto, é possível ter várias abordagens: projetos, rotação por estações, sala de aula invertida. São várias as metodologias. Mas a abordagem é conectar o que o aluno faz online com o que ele faz presencialmente”, explica Lilian Bacich.

Nesse sentido, Lilian diferencia o ensino híbrido da educação a distância e do ensino remoto, difundido durante o isolamento social. “No contexto da pandemia e do ensino remoto, têm surgido algumas confusões”.

A educação a distância é uma modalidade prevista em lei, que possui uma organização e uma estrutura de funcionamento específicas, que envolvem conteúdo pedagógico elaborado especialmente para atender a este formato.

O ensino remoto é um formato implantado no contexto da pandemia em que o aluno não frequenta a escola e as aulas são entregues em diferentes formatos (online em ambientes virtuais de aprendizagem, via TV, rádio, WhatsApp e impressos). Neste caso, a aula acontece remotamente, longe do espaço físico da escola.

“O ensino híbrido envolve o retorno presencial, mesmo que parcialmente, em pequena escala”, reitera Lilian.

Desse modo, uma aula dada para estudantes que estão na sala de aula e transmitida ao vivo não é ensino híbrido, exemplifica ele: “Não é ensino híbrido porque não envolve essa articulação entre o que o aluno faz na presencialmente e a distância. É só ouvir a mesma aula em dois ambientes distintos”.

Então, um aspecto essencial na definição de ensino híbrido, é a estabelecer a conexão entre o presencial e o híbrido, unindo as vantagens dos dois meios.

“Quando faz a conexão, torna-se possível a personalização. Ou seja, o que o aluno fizer remotamente oferece informações para que o professor perceba suas dificuldades e as facilidades. A aula presencial é mais qualificada porque o professor conhece o que cada um precisa. O aluno pode assistir um vídeo no tempo dele, quantas vezes ele quiser. Responde à atividade e com essa resposta, melhora e potencializa o presencial. Junta o melhor dos dois mundos”.

Os desafios da infraestrutura

Para Gabriela Néspoli, o ensino híbrido traz  a possibilidade de ampliar o leque possibilidades de ensino e aprendizagem oferecidas e praticadas nas escolas públicas brasileiras, abrindo margem à personalização do ensino. “Este é um dos principais benefícios”, avalia Gabriela com base na experiência da Fundação Lemann na implantação de projetos de ensino híbrido.

Ao mesmo tempo, Gabriela chamou a atenção para os desafios, especialmente em relação às condições estruturantes que permitem a prática do ensino híbrido com qualidade, na escola pública.

Outro ponto destacado por Gabriela é a formação de professores para a oferta de ensino híbrido, a fim de que sejam capazes de estruturar suas atividades.

Esses pontos, explica ela, devem ser vinculado a um plano de ação que envolva visão de ensino que será praticado, diagnostico dos territórios, formação necessária para professores, recursos disponíveis e infraestrutura que é um grande desafio. “É muito importante ter uma visão de  como enfrentar momento não presencial das aulas”.

Fonte:

https://jeduca.org.br/texto/ensino-hibrido-entenda-o-conceito-e-os-desafios-para-implantacao#:~:text=O%20ideal%20%C3%A9%20que%20as,esta%C3%A7%C3%B5es%2C%20sala%20de%20aula%20invertida.