Entenda porque treinar o seu cérebro,
estimulando as áreas que são menos utilizadas, pode dar um resultado tão bom
quanto o obtido por quem curte malhar o corpo:
A plasticidade
cerebral é a capacidade de modificação do cérebro de acordo com o uso que lhe
permite ser moldado pela própria atividade.
As mudanças
cerebrais que acontecem durante o aprendizado, conforme os circuitos
específicos utilizados, são fortalecidos. Outros, que não são relevantes, são
enfraquecidos, levando a uma mudança na maneira de agir, perceber, ou pensar.
A
formação de reservas cerebrais é um verdadeiro conjunto de “circuitos
alternativos” que permitem que, na falta súbita de algum circuito, outros sejam
recrutados para dar conta do recado.
Paixões que servem para alimentar os
neurônios
Na prática, os
sintomas de um cérebro sem uso podem confundir-se com outros problemas de nível
emocional. Não raro uma pessoa sente-se ansiosa ou deprimida quando, na
verdade, está apenas fazendo um mau uso de seu cérebro.
Ter reservas
de neurônios ativos – estimulados durante a juventude e fase adulta – também
ajuda a manter a atividade mental na velhice. Quanto mais essas atividades
forem associadas ao prazer, maior serão essas conexões.
Por que funciona
— A plasticidade cerebral é a
capacidade de modificação do cérebro de acordo com o uso que lhe permite ser
moldado pela própria atividade;
— As mudanças cerebrais que
acontecem durante o aprendizado, conforme os circuitos específicos utilizados,
são fortalecidos. Outros, que não são relevantes, são enfraquecidos, levando a
uma mudança na maneira de agir, perceber, ou pensar;
— A formação de reservas
cerebrais é um verdadeiro conjunto de “circuitos alternativos” que permitem
que, na falta súbita de algum circuito, outros sejam recrutados para dar conta
do recado;
A ideia que
vem sendo desenvolvida por precursores da neuróbica, espécie de aeróbica para o
pensamento, defende que podemos formatar o nosso cérebro da maneira que
queremos.
Na prática,
funciona assim: para tirar o cérebro da zona de conforto, é preciso
acostumar-se a desacostumar-se. Ou seja: fazer coisas diferentes e de forma
inusitada. Colocar o relógio no pulso contrário, escrever com a outra mão ou
vestir-se de olhos fechados são atividades que demandam a ativação de outras
áreas da mente. A sistematização dessas atividades chama-se neuróbica. Ao fazer
isso, circuitos quase nunca ativados da rede associativa do cérebro são
utilizados, aumentando a flexibilidade mental.
Há muito já se
tem conhecimento que alimentação sadia, sono regular, exercício físico e uso
cognitivo (estímulo pela música, leitura ou matemática, por exemplo) são
pilares para manter o cérebro ativo. O ponto é que, para cuidar bem, não basta
mantê-lo ativo: é preciso desafiá-lo de maneira rotineira.