sábado, 18 de abril de 2015

NEURÓBICA

Entenda porque treinar o seu cérebro, estimulando as áreas que são menos utilizadas, pode dar um resultado tão bom quanto o obtido por quem curte malhar o corpo:

A plasticidade cerebral é a capacidade de modificação do cérebro de acordo com o uso que lhe permite ser moldado pela própria atividade.
As mudanças cerebrais que acontecem durante o aprendizado, conforme os circuitos específicos utilizados, são fortalecidos. Outros, que não são relevantes, são enfraquecidos, levando a uma mudança na maneira de agir, perceber, ou pensar.
        A formação de reservas cerebrais é um verdadeiro conjunto de “circuitos alternativos” que permitem que, na falta súbita de algum circuito, outros sejam recrutados para dar conta do recado.

Paixões que servem para alimentar os neurônios

Na prática, os sintomas de um cérebro sem uso podem confundir-se com outros problemas de nível emocional. Não raro uma pessoa sente-se ansiosa ou deprimida quando, na verdade, está apenas fazendo um mau uso de seu cérebro.
Ter reservas de neurônios ativos – estimulados durante a juventude e fase adulta – também ajuda a manter a atividade mental na velhice. Quanto mais essas atividades forem associadas ao prazer, maior serão essas conexões.

Por que funciona

— A plasticidade cerebral é a capacidade de modificação do cérebro de acordo com o uso que lhe permite ser moldado pela própria atividade;
— As mudanças cerebrais que acontecem durante o aprendizado, conforme os circuitos específicos utilizados, são fortalecidos. Outros, que não são relevantes, são enfraquecidos, levando a uma mudança na maneira de agir, perceber, ou pensar;
— A formação de reservas cerebrais é um verdadeiro conjunto de “circuitos alternativos” que permitem que, na falta súbita de algum circuito, outros sejam recrutados para dar conta do recado;
A ideia que vem sendo desenvolvida por precursores da neuróbica, espécie de aeróbica para o pensamento, defende que podemos formatar o nosso cérebro da maneira que queremos.
Na prática, funciona assim: para tirar o cérebro da zona de conforto, é preciso acostumar-se a desacostumar-se. Ou seja: fazer coisas diferentes e de forma inusitada. Colocar o relógio no pulso contrário, escrever com a outra mão ou vestir-se de olhos fechados são atividades que demandam a ativação de outras áreas da mente. A sistematização dessas atividades chama-se neuróbica. Ao fazer isso, circuitos quase nunca ativados da rede associativa do cérebro são utilizados, aumentando a flexibilidade mental.

Há muito já se tem conhecimento que alimentação sadia, sono regular, exercício físico e uso cognitivo (estímulo pela música, leitura ou matemática, por exemplo) são pilares para manter o cérebro ativo. O ponto é que, para cuidar bem, não basta mantê-lo ativo: é preciso desafiá-lo de maneira rotineira.