Compreender
como o cérebro humano funciona, utilizando a neurociência, pode ajudar os alunos
no seu estudo e também os docentes no planejamento das aulas.
Quando
utilizada da maneira correta, as abordagens comprovadas pela neurociência na
educação possuem o poder de alavancar as questões da aprendizagem dos alunos.
Portanto, a neurociência, dentro do contexto educacional, tem o intuito de potencializar
a qualidade do ensino e a aprendizagem.
Por meio de
estudos sobre a forma que o cérebro funciona, foram desenvolvidos métodos e
condutas que podem auxiliar e melhorar o processo de ensino-aprendizagem.
DICAS DA NEUROCIÊNCIA PARA ALUNOS
Resolver
simulados
Fazer testes
regulares ajuda a solidificar um conhecimento. Forçar a recuperação de memória
para resolver um teste ajuda na consolidação de uma determinada informação. Se
você pratica essa recuperação regularmente, a memória se consolida de maneira
mais eficiente.
Separar
um tempo para dormir
O sono é
importantíssimo para consolidar a memória. Não é produtivo deixar de dormir
para tentar estudar um determinado assunto.
Estabelecer
intervalos de estudos
A fadiga mental
pode dificultar a manutenção de atenção por um tempo muito longo. Para explicar
sobre a necessidade de estabelecer intervalos durante o período de estudos, comparamos
a função cerebral com o desenvolvimento de uma atividade física. É necessário
fazer pequenas pausas para descanso.
Variar
as disciplinas enquanto estuda
Estudar física,
matemática ou português o dia inteiro pode não ser a estratégia mais eficiente
para manter o foco. Quando você muda de disciplina, você se depara com
informações de outra natureza ou categoria.
Não
deixar para estudar nas vésperas
É necessário um
tempo para que o aprendizado ocorra de maneira eficiente. Esse aprendizado é
muito mais efetivo quando realizado de forma gradual, aos poucos. Portanto,
estudar nas vésperas das provas não é recomendado. Além disso, o estudante
também deve controlar a sua ansiedade.
Utilizar
o potencial emocional-afetivo
Está comprovado
que as emoções, os sentimentos e as relações de afeto interferem significativamente
na construção das memórias e de seu resgate.
Efetivamente
quando colocamos “o coração” naquilo que fazemos as chances de que o recordemos
são maiores.
DICAS DA NEUROCIÊNCIA PARA PROFESSORES
Aproveite as experiências anteriores do
aluno
Quando
começamos a ter contato com os alunos, é preciso conhecê-los bem, ou seja,
saber o contexto em que estão inseridos, suas condições sociais e seu
histórico. Essas experiências anteriores podem fornecer dados importantes para
os professores, como informações cognitivas, a forma que esse aluno aprende
melhor, o funcionamento do cérebro dele e as suas características próprias.
Isso também
possibilita que o educador esteja motivado sobre o que deve fazer e como fazer
para proporcionar uma melhor experiência para seus alunos a partir do
entendimento de como eles pensam, agem e sentem.
Conhecer bem o que o aluno sabe
No momento em
que o professor está prestes a iniciar um novo conteúdo ou passar para uma
etapa mais complexa de um conteúdo anterior, é fundamental que ele faça
exercícios básicos para verificar o quanto o aluno domina o assunto proposto.
Isso pode ser
feito com todas as disciplinas, porque possibilitará que o educador entenda em
qual ponto dar continuidade. Com isso, o aluno terá mais segurança, tranquilidade
para se adequar (caso não domine o conteúdo básico) e confiança, sentimentos
estes que proporcionam um maior rendimento no processo de aprendizagem.
Incentivar o raciocínio
Os tempos
atuais exigem que metas sejam cumpridas em tempo hábil, por isso que o
cotidiano das escolas ficou cada vez mais corrido. Contudo, esse fato gera um
impedimento no raciocínio e pensamento dos alunos.
A neurociência
comprova que quanto mais o aluno se emocionar com o conteúdo, quanto mais ele
refletir e correlacionar o assunto com outras questões, maior será a chance de
memorizar e internalizar esse conteúdo.
Essa dica serve
não só para os professores, mas também para os pais ou responsáveis do aluno,
quando forem ajudar na tarefa de casa. O momento do dever de casa deve ser
encarado como uma forma de contribuir para o desenvolvimento do aluno, pois é
de suma importância que ele pense, faça associações e reflita sobre tais
informações. Dessa forma, a capacidade de senso crítico desses indivíduos irá
aumentar significativamente.
Associe o conteúdo com o dia a dia do aluno
Associar o
conteúdo com o cotidiano é imprescindível para o desenvolvimento dos processos
de generalização e abstração da aprendizagem.
Mão na massa é melhor!
O cérebro
humano apresenta um conjunto de neurônios chamados de neurônios espelho, cuja
função é aproveitar a imitação motora naquilo que o aluno ouviu, fazendo-o
fixar muito mais as informações que acabou de receber. Por isso, é fundamental
não ficar limitado apenas às atividades teóricas.
Sucesso e um grande abraço!
Adaptado de: https://institutoneurosaber.com.br/6-dicas-de-neurociencia-para-a-sala-de-aula/
https://qualconcurso.jusbrasil.com.br/noticias/234257485/tres-dicas-das-neurociencias-para-incrementar-sua-memoria
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