Quem já não
ouviu falar daquela criança ou daquele adolescente “ligado no 220”? Que tem
notada dificuldade em focar sua atenção em algo? E que, por conta disso, tem
baixo rendimento escolar?
O transtorno do
déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é uma doença neuropsiquiátrica
crônica que comumente surge na infância. Alterações cerebrais e de
neurotransmissores passam a comprometer a atenção, além da organização e
comportamento do indivíduo.
Existe um forte
fator genético aqui, que leva a criança a uma predisposição ao transtorno. Como
principais sintomas, podemos citar a impulsividade e a desatenção exageradas, movimentos
excessivos com mãos e pés, dificuldade em relaxar.
O diagnóstico
correto deve ser dado de forma multidisciplinar, baseado em avaliação
neuropsicológica e relatos de pais e escola.
Como formas de
tratamento, podemos citar: medicação (Ritalina, Concerta, Venvance - que devem
ser prescritas com cautela), psicoterapia, cuidados alimentares e outras.
A escola e os
pais tem um importante papel na conduta:
- laudos de
profissionais podem ser úteis para que o aluno tenha mais tempo para resolver
as provas, bem como fazê-lo em local separado;
- incentivo às
brincadeiras com jogos e regras;
- oportunidades
para “descarregar”: atividade física, esportes, passeios com o cachorro;
- variação de
atividades;
- elaboração de
cronogramas, variando descanso/lazer com atividades que requeiram concentração;
- utilização de
agendas e lembretes;
Condutas
adequadas e tratamentos bem conduzidos têm trazido ótimos resultados em muitos
casos, de forma que é muito importante que os pais estejam devidamente
engajados na questão e proporcionem o apoio necessário ao desenvolvimento de
seus filhos.
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